Calculadora de disjuntor
Uma carga de 25 A que não é contínua pede um disjuntor de 25 A: é a corrente nominal mais próxima acima da corrente de projeto. O degrau de baixo, 20 A, desarmaria com o circuito saudável, e subir para 32 A só faz sentido se o cabo aguentar, porque quem o disjuntor protege é o cabo e não o chuveiro.
Resultado
- Corrente nominal do disjuntor
- 25 A
- Corrente de projeto
- 25 A
Sem a capacidade do cabo nada aqui julga o condutor — e o disjuntor protege o cabo, não o aparelho.
O degrau abaixo e o degrau acima
- 20 A-5 ADesarma com essa carga
- 25 A0 AAguenta a cargaseu disjuntor
- 32 A7 AAguenta a carga
IEC 60898-1 / NBR NM 60898 · Sem a capacidade do cabo nada aqui julga o condutor — e o disjuntor protege o cabo, não o aparelho.
Como o cálculo é feito
Duas condições precisam valer ao mesmo tempo, e elas puxam para lados opostos:
corrente de projeto ≤ corrente nominal do disjuntor ≤ capacidade do condutor
A da esquerda mantém o circuito funcionando: uma corrente nominal abaixo da corrente de projeto desarma com uma carga que não tem nada de errado. A da direita mantém o circuito seguro: um disjuntor maior do que o condutor suporta deixa o cabo trabalhar quente indefinidamente, porque para o dispositivo não está acontecendo nada fora do normal.
A corrente de projeto é a corrente da carga multiplicada pela margem de carga contínua quando a carga fica horas ligada. Essa margem é regra de norma e não física, por isso aqui ela é um dado de entrada e viaja junto com o resultado — e o arredondamento é sempre para cima, até o degrau que existe na série escolhida.
O que a ferramenta acrescenta ao número isolado são os dois degraus vizinhos, julgados do mesmo jeito: um mostra o que se perde economizando, o outro mostra exatamente onde “coloca um maior para não desarmar” deixa de ser seguro. Se o campo da capacidade do cabo ficar vazio, o cálculo continua válido, mas nada na página conferiu o condutor — e o painel diz isso em vez de sugerir aprovação.
Exemplo resolvido
Seu circuito
- Corrente da carga (A)
- 25 A
- Tipo de carga
- Intermitente
- Série de correntes nominais
- IEC 60898-1 / NBR NM 60898
Resultado
- Corrente nominal do disjuntor
- 25 A
- Corrente de projeto
- 25 A
Aguenta a carga
- Fórmula
Ib · k ≤ In ≤ Iz- Norma
- IEC 60898-1, IEC 60364-4-43
- Limites do modelo
- Só sobrecarga: o disjuntor também precisa interromper o curto-circuito, o que depende da corrente de curto presumida e da capacidade de interrupção.
Sem a capacidade do cabo nada aqui julga o condutor — e o disjuntor protege o cabo, não o aparelho.
Calculado pelo Voltacalc com o mesmo motor da ferramenta acima.
O que vale no Brasil
No Brasil o caso que mais aparece é o chuveiro elétrico: potências altas em circuito dedicado, quase sempre em 220 V, e um quadro em que cada disjuntor já está no limite do espaço. A NBR 5410 pede a mesma condição de sempre — corrente de projeto, corrente nominal e capacidade do condutor, nessa ordem — mas a tentação local é trocar o disjuntor que desarma por um maior sem tocar na fiação, e é assim que um cabo dimensionado para o chuveiro de inverno vira problema no verão seguinte.
- Quem decide
- ABNT, o CREA/CFT e a concessionária local
- Norma
- ABNT NBR 5410 — Instalações elétricas de baixa tensão
- Tabela de capacidade
- ABNT NBR 5410, tabelas de capacidade de condução de corrente por método de instalação (tabelas 36 a 39), com os fatores de correção de temperatura e agrupamento
Dúvidas comuns na obra
Quando a carga conta como contínua?
Quando a corrente máxima se mantém por três horas ou mais: iluminação de loja, carregador de carro elétrico, aquecimento resistivo, bomba com ciclo longo. Nesse caso o dispositivo é escolhido com margem, porque o próprio disjuntor esquenta ao longo dessas horas e a curva de atuação acompanha.
Por que o cálculo pede a capacidade do cabo?
Porque é ela que o disjuntor protege. A carga define a menor corrente nominal que não desarma à toa; o condutor define a maior que é aceitável. Escolher sem o segundo número é como um cabo de 2,5 mm² acaba atrás de um disjuntor de 32 A, aquecendo sem que nada atue.
Arredondar sempre para cima está certo?
Do lado da sobrecarga, sim: uma corrente nominal abaixo da corrente de projeto desarma com a instalação saudável, e quem precisa religar o quadro toda noite acaba colocando algo grande demais. Mas o arredondamento para no cabo: o degrau seguinte só existe se a capacidade de condução permitir.
Isso também resolve o curto-circuito?
Não, aqui se resolve apenas a sobrecarga. Interromper um curto depende da corrente de curto-circuito presumida naquele ponto e da capacidade de interrupção do disjuntor, que é outro cálculo e outro dado na etiqueta.
Normas e fontes
- ABNT NBR 5410 — Instalações elétricas de baixa tensão
- ABNT NBR 5410, tabelas de capacidade de condução de corrente por método de instalação (tabelas 36 a 39), com os fatores de correção de temperatura e agrupamento
Última revisão: 13 de setembro de 2026
Calculadoras
- Bitola de fioA bitola em mm² que mantém a queda de tensão dentro do limite do projeto.
- Queda de tensãoVolts e porcentagem que um trecho de bitola conhecida perde até a carga.
- Lei de OhmDuas das quatro grandezas bastam, com os valores que a loja realmente vende.
- Corrente e potênciaDa placa do motor à corrente e de volta, com fator de potência e conferência do disjuntor.
- Código de cores de resistorFaixas em ohms, com o intervalo que a tolerância permite e o valor que sai de uma faixa lida errado.